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Críticas a partir do CO

Avaliação crítica de Ausubel

Ausubel destacou o conhecimento prévio do aluno. O CO reconhece esse contributo, mas considera as redes conceptuais insuficientes para explicar o conhecimento individual e a aprendizagem profunda.

A proposta de Ausubel

A aprendizagem significativa relaciona substancialmente o novo com os conhecimentos prévios, através de subsunçores, organizadores prévios, hierarquia conceptual, diferenciação progressiva e reconciliação integradora.

O ensino liga os novos conceitos aos conhecimentos mais gerais existentes. Sem estas pontes, a aprendizagem é mecânica; com elas, o novo entra numa rede conceptual mais ampla.

A atenção aos conhecimentos prévios é valiosa, mas a sua descrição permanece demasiado conceptual, verbal e lógica.

Crítica central: a mente não é uma rede conceptual

Os conceitos hierarquizados descrevem melhor conteúdos académicos e partilhados do que a mente individual. Esta inclui procedimentos implícitos, hábitos, antecipações, afetos, perceções e saberes práticos irredutíveis a relações de classe.

Protótipos

As categorias psicológicas não são listas exatas de atributos: alguns exemplos são mais representativos.

Gestalt

A perceção é interpretativa: o sujeito completa e agrupa segundo os seus padrões internos.

O implícito

Grande parte do conhecimento é procedimental e tácito: é usado antes de poder ser expresso.

Compreender não basta: é preciso integrar

Uma explicação compreendida pode ser rapidamente esquecida. A integração duradoura exige acomodação em esquemas que permitam agir, antecipar, resolver e transferir.

A aprendizagem verbal significativa ajuda a compreender, mas as ciências exigem também interpretar fenómenos, coordenar variáveis e justificar procedimentos.

Os organizadores prévios podem ser simples introduções sem mecanismo claro de reestruturação. Os conhecimentos prévios são esquemas resistentes, com história, uso, afetividade e eficácia adaptativa.

A alternativa do CO

O ensino deve ultrapassar a ordenação de conceitos do geral ao particular. Deve recontextualizar, variar situações, provocar desequilíbrios acessíveis, sustentar o envolvimento afetivo e a explicitação para construir significados integrados em esquemas.